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Sanidade do rebanho tem peso no sucesso da pecuária leiteira PDF Imprimir E-mail
Escrito por Admin2   
Qua, 04 de Novembro de 2009 14:10

Um dos aspectos pouco valorizados por grande parte dos produtores de leite é a sanidade do rebanho. Quando enfrentam uma crise, por exemplo, os investimentos em sanidade são os primeiros a serem cortados.
Problema que limita a produção leiteira. Tanto os endo ou ectoparasitos e até mesmo algumas doenças, que são de vacinação obrigatória na região, causam sérios prejuízos aos pecuaristas.

Entretanto, o que se percebe é que o produtor tem modificado sua visão. Principalmente devido a exigência do mercado em relação a um leite de qualidade.
Para combater essas patologias, os produtores lançam mão de vacinas, exames, tratamentos profiláticos e curativos como antiparasitários, antibióticos, produtos homeopáticos e fitoterápicos entre outros, visando manter a sanidade do rebanho e com isso, obter um produto de qualidade em maior quantidade, aumentando assim seus resultados. Entretanto, o produtor não pode se esquecer de seguir a correta maneira de se utilizar estes produtos, principalmente quanto a seus períodos de carência quando necessários.
De acordo os pesquisadores da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) Gado de Leite, apenas entre 11% e 12% dos criadores conhecem o controle sanitário estratégico, que consiste na aplicação dos produtos corretos em épocas certas do ano visando obter resultados satisfatórios.
Para se ter uma idéia, a aplicação de vermífugo ainda é uma barreira a ser vencida, pois cerca de 80% das aplicações realizadas anualmente em bovinos não surtem o efeito esperado, porque são feitas de maneira incorreta e não atendem aos programas de controle estratégico.
“O mais importante é que o produtor seja orientado”, sugere o veterinário Marcelo Nogueira, coordenador do Departamento Técnico da Cooperativa Agropecuária Ltda. de Uberlândia – Calu. Segundo o profissional, a partir do momento em que o produtor tem um controle sanitário estratégico de seu rebanho, o sucesso é mais garantido
A Calu, por exemplo, oferece aos cooperados um programa de sanidade, que está dentro do Projeto Excelência Rural. “Nós orientamos o produtor quanto às datas importantes para se realizar os controles estratégicos como vacinar o rebanho, a correta utilização de antiparasitários obedecendo à época do ano e com isso temos obtido resultados positivos”, pontua Nogueira.
Combate à Aftosa
O próximo passo dentro do roteiro de ações que o produtor deve lançar mão para manter a sanidade do rebanho será a segunda etapa de vacinação contra aftosa que tem início em novembro em grande parte do Brasil. Dezoito estados devem imunizar seus rebanhos bovinos e bubalinos, com exceções para Alagoas, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Roraima, que aplicaram a segunda dose em outubro.
Em Minas Gerais, serão vacinados apenas os animais de até 24 meses.
No ano passado, cerca de 97% do rebanho brasileiro de bovinos e bubalinos foi imunizado. A expectativa para esse ano é superar o percentual, com mais de 155 milhões de animais participantes.
“Nós já orientamos o nosso produtor. Ele já sabe, através das informações obtidas junto aos técnicos da cooperativa, que novembro devem vacinar o rebanho”, comenta o veterinário da Calu.

 

Fonte: Embrapa

 
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